Perdemos Nelson Mandela…


“Sonho com o dia em que todos levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos.”
Nelson Mandela
18.07.1918 – 05.12.2013



O dia acorda e a estrela inda é visível,
pois que seu brilho a toda dor resiste
trazendo, à vida, o sonho que persiste.

(Trecho do soneto “Sonhos”, de Márcia Sanchez Luz)

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OBRIGADA, 

MÁRCIA

Link

Márcia Sanchez Luz na antologia “Poesia para mudar o mundo”

Blocos Online, sempre com surpresas maravilhosas, lança hoje a Antologia Poesia para mudar o mundo 

 Imagem

Vale a pena ler os poemas de 56 poetas que acreditam que a poesia pode mudar o mundo, que ela pode fazer com que as pessoas se tornem melhores, menos violentas, mais sensíveis, mais reflexivas, mais participativas, mais amorosas, mais atenciosas, mais criativas.

Link para a capa da antologia:

http://www.blocosonline.com.br/literatura/poesia/obrasdigitais/mudarmundo/01/index.php

Jornada – soneto de Airo Zamoner

Jornada *

Airo Zamoner. Primavera de 2013



(Img: O Grito, de Edward Munch)
























A manhã que me açoita calores e gelos
era outrora só risos do alto da serra.
E se agora me finge tais beijos e apelos,
um escuro e arrogante final me descerra.

Se, tirana, me impinge a deixar meus valores
eu reluto que deles preciso no inverno
que me exaure das lutas vencidas. As dores,
estas que fiquem puras, ferventes, no inferno.

Sim! Deixo-os todos, meus órgãos digitais!
Não me olhes assim, de repente calada!
Tiram-me dos meus sonhos: estranhos metais.

Eu sei! Já não me cabe decidir mais nada!
Enquanto os pensamentos teimam, nos umbrais
publicam-se os anúncios do fim da jornada.

* Do livro em preparo “Últimos Sonetos”


(Soneto publicado com a autorização do autor)

Soneto do amor distante

© Márcia Sanchez Luz
 
 
(Img: Girafa em chamas, Salvador Dalí)
 
Por tudo o que vivemos sou refém
dos sonhos que deixamos de viver;
ficou saudade por não mais poder
amar-te na distância e mais além.
Eu sei, virou tratado que mantém
um bom bocado de ilusões de haver
tentado nesta vida não sofrer
ausência de um amor que nunca vem.
Escuto o som de notas distorcidas
pela distância que se faz maior,
mas que ainda existe na afeição real
e me alimenta a alma consumida
pela procura insana do sabor
de vida intensa,  ritmo ideal.

O Colibri, de Luiz Eduardo Caminha

(Img: Beija-flor em pose histórica, Márcia Sanchez Luz) 

O  C o l i b r i*
Luiz Eduardo Caminha
O colibri rouba,
No beijo,
O doce da flor.
Voa leve, jeitoso,
De galho em galho,
De flor em flor.
Poliniza, reproduz,
Faz da flor o fruto,
Do fruto, semente.
E faz, novamente,
O ciclo da vida,
Do doce da flor,
Do beijo… do amor.
O colibri voa, e rouba
No beijo,
O doce que é flor,
A flor que é fruto,
O fruto que é vida.
A vida que é… amor.
P.S.: …E se não houvessem flores???
* Do Livro Reflexos

A Primavera

© Márcia Sanchez Luz















O sol se abre
e a primavera em festa
celebra as flores, hiantes
como os pássaros
buscando pares
em beijos e abraços
fazendo a corte
em ritos de passagem
cantando o dia
que acorda fantasias.
O sol aquece
amorna a ferida
e a dor doída
parece que invalida
as tentativas
mais que atrevidas
de amar somente
e nunca estar ausente
ser confidente
à espera mais que urgente
de amor fremente
que arde e envolve a lira
em notas breves
em semitons parelhos.
E anoitecendo
a luz da lua grita
anunciando
o som mais que preciso
da noite insone
que nunca se aquieta.
(Do livro “No Verde dos Teus Olhos)